
“ A nossa máxima é cativar as pessoas com a nossa capacidade de solucionar, com criatividade, barreiras arquitetónicas e decorativas. ”
Designer de Interiores, Pintora Decorativa e Arquiteta de Interiores
Há quanto tempo estão ligadas ao mundo da decoração e como se interessaram pela área?
Somos três sócias na empresa Às Duas por Três, com uma experiência neste ramo de cerca de uma década. Em 2008 decidimos aliar essa experiência individual de cada uma de nós ao sonho, também comum, de criar um negócio próprio.
Associámos as competências da arquiteta de interiores com as da designer de interiores e da pintora decorativa e mergulhámos, com toda a energia, neste projeto. Percebemos que cada uma de nós tinha vontade e necessidade de desenvolver um rumo que tinha objetivos similares, e que tinha chegado a hora de o concretizar. A nossa máxima é cativar as pessoas com a nossa capacidade de solucionar, com criatividade, barreiras arquitetónicas e decorativas.
Todos os projetos, grandes ou pequenos, são um desafio para nós. E temos conseguido vencê-los todos, para satisfação dos nossos clientes e para nosso incentivo constante.
Quais são, para vocês, os aspetos mais importantes de uma decoração?
Não há fórmulas mágicas ou soluções académicas fechadas. O foco está sempre no cliente, nas suas necessidades e expectativas. Se conseguirmos o casamento entre conforto, funcionalidade, beleza e harmonia no espaço a intervir, teremos um bom resultado.
Onde procuram inspiração para a realização dos vossos projetos decorativos?
Mais uma vez, a inspiração tem de partir de uma base muito concreta, que é a necessidade do cliente. Em primeiro lugar, procuramos que ele nos transmita a sua vivência, experiências e gostos. Depois, captamos a essência do espaço a intervir, potenciando ao máximo cada detalhe. Por fim, aplicamos toda a nossa experiência e conhecimentos no projeto a desenvolver, como se de uma missão se tratasse. E o objetivo dessa missão é superar as expectativas do cliente.
Falem-nos um pouco do vosso processo criativo?
O nosso processo criativo começa sempre por definir um conceito, um fio condutor, que servirá de guia para cada projeto, de forma a não nos perdermos ou dispersarmos no caminho. Pode nascer de uma peça decorativa, de um padrão, de uma tela, etc… terminando num ambiente final coeso e assertivo.
E como é que se desenrola o processo de trabalho, desde o momento em que são contactadas pelo cliente até terminar o projeto decorativo?
Visitamos o local a intervir e tentamos captar a essência, quer do espaço quer do cliente. Desta forma, conseguimos ser assertivas na apresentação do projeto preliminar (plantas, alçados e materiais). Após a primeira triagem, partimos para a apresentação do projeto final e orçamento (plantas, perspetivas 3D, borders com indicação de materiais, tecidos e cores). No fundo, é um processo dinâmico, de permanente diálogo com o cliente e com o espaço.
Preferem particularmente um estilo de decoração ou trabalham com vários?
Tentamos ser versáteis e, nesse sentido, arriscamos superar-nos com estilos variados.
No geral, com que estilo de decoração se identificam mais?
Identificamo-nos mais com um estilo eclético e moderno, com apontamentos clássicos.
Qual é o espaço da casa que mais gostam de decorar e porquê?
Cada espaço tem a sua identidade. Não distinguimos nenhum como preferencial, uma vez que, em todos os espaços, os pormenores e os detalhes marcam a diferença. Todos são um desafio novo.
Para vocês, o que está in e o que está out em termos de decoração?
Pensamos que o in e o out na decoração não existem, porque tudo é reinventado de forma a trazer para a atualidade elementos clássicos. Cabe-nos saber fazer uma triagem do que é considerado intemporal, de maneira a incorporar vários componentes atraentes e funcionais, sejam deste século, do outro, ou mesmo futuristas!
Qual é a vossa imagem de marca, ou seja, existe alguma cor, detalhe ou peça que utilizem sempre nas vossas decorações?
Temos uma particularidade que é a geometria e tentamos aliar sempre a forma à sua função, utilizando a cor como apontamento. Gostamos de linhas limpas com anotações carregadas de história, sentimentos e cor.










